sábado, 24 de abril de 2010

Perfis ICC

Um perfil ICC é um arquivo que descreve as capacidades e limites de dispositivos que geram cor. ICC significa International Color Consortium, o qual é formado por empresas líderes no sector de imagem digital. As especificações contidas num perfil ICC, descrevem como os dispositivos criam suas cores e são a base de um fluxo de trabalho baseado em gerenciamento de cores.

domingo, 18 de abril de 2010

Espaço de Cor

O espaço de cor é uma área tridimensional onde os três atributos da cor (tom, saturação e luminosidade) podem ser representados e calculados e onde as cores são descritas de acordo coma a sua posição relativa aos 3 eixos que representam a natureza tri-estímulo da percepção das cores.

Existem diferentes espaços de cores:
CMYK
RGB
CIE LAB
HSB e HSL

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Colou® Mania

É um livro bastante interessante sobre a forma como os designers utilizam as cores...

domingo, 11 de abril de 2010

Triângulo CIE






Para uma medição objectiva da cor, a CIE (Commission Internationale de l’Eclairage) propôs em 1931 um sistema de avaliação de cores, derivado directamente da sua posição no espectro.
Segundo o comprimento de onda de cada cor, a linha da sua representação numérica (nm) toma a forma de uma curva que pode inscrever-se num triângulo quase equilátero. Para se poderem incluir todas as cores do espectro solar, escolheram-se três cores virtuais, estabelecidas mediante cálculo rigorosos.

Vermelho - De comprimento de onda 627 nm
Verde - de comprimento de onda 540 nm
Azul - de comprimento de onda 479 nm





domingo, 4 de abril de 2010

Teoria Tricromática

Segunda a teoria tricromática  é possível:


- Produzir a sensação visual de um estímulo de determinado comprimento de onda pela composição de outros três estímulos  de comprimento de onda diferentes;

- Numa mistura de 3 cores, se um das cores for alterada de forma contínua e gradual, o resultado também se altera de

forma continua e gradual. 

- Estímulos da mesma cor produzem efeitos idênticos em misturas, independentemente da composição espectral.


domingo, 21 de março de 2010

Cor e memória

No que se refere à memória ou recordação que guardamos das cores e das formas por elas expressas, isso depende principalmente do contraste da iluminação: - a uma maior iluminação corresponde uma recordação mais viva daquilo que vimos.
Segundo alguns estudos, o amarelo é a cor que mais se recorda como cor, embora garanta uma recordação mínima das formas por ela representadas.
O azul oferece, pelo contrário, boa memória para as formas e pouca visibilidade para a cor, embora as suas radiações possuam o máximo campo de visibilidade na retina.
No vermelho e especialmente no magenta, ambas as memórias se equilibram. O verde tem uma memória média.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Metamerismo

A possibilidade de obter cores por mistura de cores iniciais diferentes, por exemplo, obter um castanho por mistura de verde e vermelho ou por mistura de laranja e preto, pode provocar um fenómeno denominado Metamerismo, o que quer dizer que as cores obtidas se assemelham sob uma determinada iluminação e são diferentes sob outra iluminação.
Na impressão offset é necessário ter presente este fenómeno quando se processa a mistura de tintas. 
Para evitar problemas graves devido ao metamerismo convém que as comparações de cores sejam efectuadas sempre com a mesma iluminação com uma fonte de luz conhecida e normalizada. Por outro lado é importante que as misturas se façam sempre a partir das mesmas cores. 

domingo, 14 de março de 2010

Métrica da cor III

LUMINOSIDADE
Toda a cor, esteja ou não, saturada tem uma determinada capacidade de reflectir a luz branca que incide sobre ela. A esta característica chamamos luminosidade de um tom.
A luminosidade varia juntando preto a tom. O preto, com efeito, retira luz à cor. 
Em pintura, ao preto pode juntar-se simultaneamente branco, que equivale juntar cinzento ao tom.

A adição de cinzento, influência particularmente o tom produzindo cores sujas e curvas, ou seja, com tendência acromática, com perda de saturação e luminosidade.
Por isso, juntando cinzento a uma cor, varia a saturação, a sua luminosidade e por vezes o tom.
 

quinta-feira, 11 de março de 2010

Métrica da cor II

SATURAÇÃO
Quando uma cor tem a sua máxima identificação e pureza, isto é, quando corresponde ao próprio comprimento de onda determinado no espectro e carece absolutamente de branco e preto, diz-se que tem máxima saturação.
A saturação varia pela quantidade de branco associado ao tom, por isso, no campo pictórico, varia-se a saturação de um pigmento colorido juntando-lhe branco.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Métrica da cor I

Os diversos aspectos da modulação de uma cor são indicados, normalmente com os termos correspondentes às três constantes de todas as nossas sensações de cor:

TOM
O tom é a variação qualitativa da cor. As cores base e as cores compostas designam-se por tons, pois indicam a sensação primordial da cor. É a avaliação qualitativa da cor cujo conceito está directamente ligado ao comprimento de onda da sua radiação.
Segundo a diferença de tonalidade, assim afirmamos que uma cor é vermelha, verde, amarela, azul, etc..


domingo, 7 de março de 2010

Como se transporta a informação visual até ao cérebro? II

Imediatamente após a passagem da pupila, a luz encontra a lente ou cristalino, que é constituído por uma cápsula que contem uma gelatina, dura na região central e menos consistente no bordos. É esta lente que faz a focagem final no processo de focagem da luz, mudando apropriadamente a sua forma de modo  a transformar uma cena externa numa imagem bem definida na retina. A forma do cristalino é controlada pelos músculos ciliares. Atrás do cristalino, o olho está cheio de uma substância gelatinosa e transparente, composta quase totalmente por água, chamada humor vítreo, com um índice de refracção de 1,336.

Depois de atravessarem o humor vítreo, os raios de luz terminam o seu percurso na camada interna traseira do olho, a retina. A retina é dotada de um conjunto de células fotoreceptoras, chamadas bastonetes e cones. Os bastonetes e os cones, juntamente com o líquido que circula entre eles recebem a imagem óptica e transmitem-na ao cérebro, por meio do nervo óptico. O nervo óptico é a principal linha de ligação que transporta a informação visual da retina ao cérebro, completando assim este processo notável a que chamamos visão.

Fonte: Apontamentos da cadeira Física Aplicada II - Óptica Aplicada, do curso TAG - Tomar, 2000. 

Como se transporta a informação visual até ao cérebro? I




A luz entra no olho através de uma parte frontal curva que é recoberta por uma membrana dura e transparente, chamada córnea. A córnea tem um diâmetro aproximado de 12 mm e uma espessura de 0,6mm no seu centro, com um índice de refracção 1) de 1,38. Depois de entrar no olho, na interface ar-córnea, onde o índice de refracção varia bruscamente de 1 para 1,38, a luz sofre um grande desvio. A região atrás da córnea contem um líquido, denominado humor aquoso. Este fluído tem um índice de refracção de 1,336 quase igual ao da água (1,333). Situado no humor aquoso está a íris, um diafragma que dá ao olho a sua cor característica  e que controla a quantidade de luz que entra. A quantidade e a localização dos pigmentos na íris determina  se olho é azul, verde, cinzento, ou castanho. O buraco ajustável ou a abertura da íris através da qual a luz passa, é chamada a pupila. (cont.)

1) Índice de refracção de um meio óptico é a razão entre a velocidade de propagação da luz  no vácuo e a velocidade de propagação no meio óptico.



segunda-feira, 1 de março de 2010

ILUSÃO DE HERING

Apesar de ser muito antiga, esta ilusão não deixa de ser interessante. Trata-se de uma imagem criada pelo alemão Ewald Hering em 1861. Ao olharmos para as linhas horizontais parece que estão curvadas, mas na realidade são rectas. A distorção aparente é produzida pelo padrão das linhas de fundo, que simula um desenho de perspectiva e cria uma falsa impressão de profundidade.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Aplicação da cor

A cor representa uma ferramenta poderosa para a transmissão de ideias. Pode captar a atenção do público de forma forte e directa, subtil e progressiva. A cor oferece influentes possibilidades de ser trabalhada como elemento criativo. Dentro do espectro visível, temos a liberdade de combinar tons, produzindo composições atractivas. 
Com referência à área publicitária, existem vários factores que se conjugam para determinar a cor exacta que será portadora da expressividade mais conveniente a cada tipo específico de mensagem para um produto que será consumido.  

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Significado psicológico das cores

Foi mais ou menos à cem anos, que o ser humano começou a usar a cor com a intensidade que o faz hoje.
O número de corantes e pigmentos conhecidos antes do século XIX era muito reduzido. Tinham origem orgânica  e eram caros.
A cor sempre fez parte da vida do homem: sempre houve o azul do céu, o verde das arvores, o vermelho do pôr do sol. Mas agora há, a cor feita pelo homem: tintas, embalagens, cinema, televisão, etc.
As cores constituem estímulos psicológicos para a sensibilidade , influenciam o ser humano,  para gostar ou não de algo. Muitas preferências sobre as cores baseiam-se em associações ou experiências tidas no passado.  

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Temperatura da cor | 3


Vermelho, laranja, e amarelo são as cores que sugerem calor. As cores parecem mais quentes à medida que o amarelo diminui e o vermelho aumenta.


Azul, turquesa e verde são cores frias; o azul é muito frio. O verde é ligeiramente mais quente devido à adição de amarelo.


O cinzento quente contém uma pequena percentagem de vermelho, enquanto o cinzento frio projecta um ligeiro azul.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Temperatura da cor | 2

Como referi no meu último post, a cor de um objecto depende, não só da fonte luminosa mas também da luz reflectida pelos objectos e superfícies circundantes.

O domínio destes factores é importante, quer quando se pretende organizar uma área com um fim específico, como por exemplo, um museu, quer na escolha do papel para um impresso.

Outro fenómeno da alteração da cor, principalmente em objectos claros é, para além da própria sombra, a sombra projectada. Nestes casos a interferência dá-se pela interposição em relação à fonte de luz e não pelo seu reflexo.

A própria sombra dos objectos permite a modelação dos mesmos.


Como se pode ver na figura acima, a mesma forma plana pode pela simulação das sombras, sugerir-nos  uma esfera, um cone ou um disco.

Fontes: ROCHA, Carlos de Sousa e NOGUEIRA, Mário Marcelo. DESIGN GRÁFICO - Panorâmica das Artes Gráficas II, Lisboa, Plátano Edições Técnicas.
http://www.univ-ab.pt/


sábado, 30 de janeiro de 2010

Temperatura da cor | 1

A cor dos objectos, tal como a vemos, ultrapassa valores intrínsecos dos objectos (tais como transparência, reflectividade, brilho, textura, etc.). Depende, desde logo, da cor das fontes de iluminação. Essa cor define-se por comparação com a luz emitida por um corpo negro levado à incandescência e avalia-se em temperatura, medida em graus Kelvin.
Quanto mais elevada é a temperatura de cor de uma luz, maior percentagem de azuis terá. As luzes de baixa temperatura, pelo contrário terão uma alta percentagem de radiações vermelhas.

A luz do sol alterada pela atmosfera varia de temperatura com a hora do dia, a época do ano, a latitude, as condições atmosféricas, etc.
As fontes de luz artificiais têm temperaturas de cor que lhes são características, sendo essa temperatura normalmente indicada pelos fabricantes.

Num ambiente real, um objecto não é iluminado apenas directamente pelas fontes luminosas, mas também pela luz reflectida a partir das superfícies dos objectos do seu envolvimento. Ela já não tem as mesmas características da luz emitida directamente pelas fontes luminosas, na medida em que as superfícies reflectoras tem cor e são absorventes da luz.
Assim, captam parte da energia luminosa, reflectindo a restante.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Curiosidade 1 | Influência da radiação de luz sobre acervos museológicos

Uma das causas mais comuns de degradação de materiais de acervos museológicos, bibliográficos e arquivísticos é a acção das radiações de luz, tanto natural quanto artificial presentes nos ambientes das instituições. Essa iluminação, natural e artificial, é um dos relevantes objectivos de estudos da área da Conservação Preventiva. As pesquisas procuram de forma incessante a compreensão da natureza da luz, os mecanismos do seu comportamento e seus efeitos sobre. 

www.redalyc.com

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Como se forma o arco-íris


Foto: Arco-Íris na Cidade
Autor: Francisco Bernardo (www.olhares.aeiou.pt)

A luz branca é uma mistura de muitas cores. Quan do a luz branca, atravessando o ar, passa obliquamente por uma substância de densidade diferente, como um prisma de vidro ou uma massa de água, as várias cores se separam produzindo o espectro. Forma-se um espectro de grandes proporções quando a natureza expõe um arco-íris no céu.

Nesse caso os “prismas” da natureza são milhares de gotículas de água que permanecem no ar depois da chuva. Cada gotícula decompõe a luz branca do Sol num pequeno espectro.

O arco-íris ocorre devido à refracção da luz nas gotículas de água no ar. Inicialmente, a luz branca proveniente do sol sofre refracção ao atingir cada gota de água, prosseguindo no interior dela. Quando atinge a outra superfície de separação da gota, ela sofre reflexão total e continua no seu interior. Ao atingir outro ponto da superfície de separação, as luzes coloridas sofrem nova refracção e saem da gota, retornando à atmosfera separadamente, produzindo o efeito característico do arco-íris.




Um observador situado na superfície da Terra não recebe todas as cores provenientes de uma só gota, pois estas cores, ao atingirem o solo, estão muito separadas umas das outras. Como se pode ver na figura acima, a luz vermelha que chega ao observador é proveniente de gotas mais altas e a luz violeta, de gotas mais baixas.Os arco-íris só podem ser vistos quando se está de costas para o sol e de frente para as gotas de chuva iluminadas .

Do alto de uma montanha ou a bordo de um avião é possível ver-se o arco-íris completo, em toda a sua circunferência. Da superfície da terra só conseguimos ver metade do do arco-íris, ou seja, “arco”, porque a terra intercepta grande parte dos raios solares.

http://www.scribd.com/doc/5034755/Fisica-Optica-O-ArcoIris-I


Continuação das minhas breves leituras sobre uma breve questão - O QUE É A COR?

"In a physical sense, there really is no such thing as color, just light waves of different wavelengths.

The human eye can distinguish among the wavelengths, so we see the world in color. Rays of light vibrate at different speeds. The sensation of color, which happens in our brains, is a result of our vision’s response to these different wavelengths. When taken together, the various rays our eyes can distinguish are called the visible spectrum. This fairly narrow range of colors includes red, orange, yellow, green, blue, blue-violet (which scientists call indigo), and violet.

The visible spectrum. The colors that the human eye can experience are expressed in (...) gradient graphic. Reds have the longest wavelengths, violets the shortest. Contained in a ray of light but invisible to the human eye are infrareds (below red in visible spectrum) and ultraviolets (above violet in the visible spectrum). In addition in visible spectrum, the eye perceives black and white. White contains all colors of the spectrum and is sometimes described as an achromatic color. Black is the absence of all color – no visible light reaches the eye. Alternatively, an exhaustive combination of multiple pigments can reflect so little light that the eye perceives black."

Apparent Colors

Color is derived from light, either natural or artificial.

With little light, little or no color is present.

With a lot of light comes lots of color. Strong light produces intense color.

Seeing in color

Our eyes have three types of color receptor cells, or cones: red, green, and blue. As a result, all incoming light is reduced to these three colors. All perceived colors are generated by mixture of these three colors. However, not every color can be seen by humans; those that can are therefore called the visible spectrum. People can distinguish approximately 10 milion colors; this visible spectrum is called the human color space. Not everyone’s color-sensing cells respond alike, so identification of a specific color is highly subjective."

Fonte: Marioka, A., Stone, T. and Admas, S.(2008), Color design workbook – a real-world guide to using color graphic design, Bevely, Rockport

 

 

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Compreender a Cor



“A cor é magia visual, uma linguagem de ilusão. A cor é também luz reflectida, e, é à medida que as condições de iluminação se alteram, o mesmo acontece com a cor. Tal facto explica a razão porque as cores se desvanecem quando a noite cai, e porque as cores de uma paisagem variam significativamente quando vistas em diferentes alturas do dia. Quando vistas em diferentes alturas do dia. Quando vemos uma cor, o que vemos de facto é um objecto que absorve certos comprimentos de onda de luz e reflecte outros na direcção dos nossos olhos.
(…)
Os objectos pretos absorvem todos os raios solares, não reflectindo nenhuns, os objectos brancos não absorvem quaisquer raios, reflectindo todos. Este fenómeno foi inicialmente revelado em 1666 por Isaac Newton, o qual descobriu que, passando um feixe de luz branca através de um prisma, podia parti-lo no espectro familiar das cores do arco-íris: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Todos conhecemos este espectro, e o olho humano apercebe-o com facilidade. Na realidade, as cores espectrais são constituídas por uma imensa variedade de matizes, cada um correspondendo a um comprimento de onda de luz específico.”

Fonte: CARTER, R. (1999). Tipografia de computador. Lisboa, RotoVision.