domingo, 21 de março de 2010

Cor e memória

No que se refere à memória ou recordação que guardamos das cores e das formas por elas expressas, isso depende principalmente do contraste da iluminação: - a uma maior iluminação corresponde uma recordação mais viva daquilo que vimos.
Segundo alguns estudos, o amarelo é a cor que mais se recorda como cor, embora garanta uma recordação mínima das formas por ela representadas.
O azul oferece, pelo contrário, boa memória para as formas e pouca visibilidade para a cor, embora as suas radiações possuam o máximo campo de visibilidade na retina.
No vermelho e especialmente no magenta, ambas as memórias se equilibram. O verde tem uma memória média.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Metamerismo

A possibilidade de obter cores por mistura de cores iniciais diferentes, por exemplo, obter um castanho por mistura de verde e vermelho ou por mistura de laranja e preto, pode provocar um fenómeno denominado Metamerismo, o que quer dizer que as cores obtidas se assemelham sob uma determinada iluminação e são diferentes sob outra iluminação.
Na impressão offset é necessário ter presente este fenómeno quando se processa a mistura de tintas. 
Para evitar problemas graves devido ao metamerismo convém que as comparações de cores sejam efectuadas sempre com a mesma iluminação com uma fonte de luz conhecida e normalizada. Por outro lado é importante que as misturas se façam sempre a partir das mesmas cores. 

domingo, 14 de março de 2010

Métrica da cor III

LUMINOSIDADE
Toda a cor, esteja ou não, saturada tem uma determinada capacidade de reflectir a luz branca que incide sobre ela. A esta característica chamamos luminosidade de um tom.
A luminosidade varia juntando preto a tom. O preto, com efeito, retira luz à cor. 
Em pintura, ao preto pode juntar-se simultaneamente branco, que equivale juntar cinzento ao tom.

A adição de cinzento, influência particularmente o tom produzindo cores sujas e curvas, ou seja, com tendência acromática, com perda de saturação e luminosidade.
Por isso, juntando cinzento a uma cor, varia a saturação, a sua luminosidade e por vezes o tom.
 

quinta-feira, 11 de março de 2010

Métrica da cor II

SATURAÇÃO
Quando uma cor tem a sua máxima identificação e pureza, isto é, quando corresponde ao próprio comprimento de onda determinado no espectro e carece absolutamente de branco e preto, diz-se que tem máxima saturação.
A saturação varia pela quantidade de branco associado ao tom, por isso, no campo pictórico, varia-se a saturação de um pigmento colorido juntando-lhe branco.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Métrica da cor I

Os diversos aspectos da modulação de uma cor são indicados, normalmente com os termos correspondentes às três constantes de todas as nossas sensações de cor:

TOM
O tom é a variação qualitativa da cor. As cores base e as cores compostas designam-se por tons, pois indicam a sensação primordial da cor. É a avaliação qualitativa da cor cujo conceito está directamente ligado ao comprimento de onda da sua radiação.
Segundo a diferença de tonalidade, assim afirmamos que uma cor é vermelha, verde, amarela, azul, etc..


domingo, 7 de março de 2010

Como se transporta a informação visual até ao cérebro? II

Imediatamente após a passagem da pupila, a luz encontra a lente ou cristalino, que é constituído por uma cápsula que contem uma gelatina, dura na região central e menos consistente no bordos. É esta lente que faz a focagem final no processo de focagem da luz, mudando apropriadamente a sua forma de modo  a transformar uma cena externa numa imagem bem definida na retina. A forma do cristalino é controlada pelos músculos ciliares. Atrás do cristalino, o olho está cheio de uma substância gelatinosa e transparente, composta quase totalmente por água, chamada humor vítreo, com um índice de refracção de 1,336.

Depois de atravessarem o humor vítreo, os raios de luz terminam o seu percurso na camada interna traseira do olho, a retina. A retina é dotada de um conjunto de células fotoreceptoras, chamadas bastonetes e cones. Os bastonetes e os cones, juntamente com o líquido que circula entre eles recebem a imagem óptica e transmitem-na ao cérebro, por meio do nervo óptico. O nervo óptico é a principal linha de ligação que transporta a informação visual da retina ao cérebro, completando assim este processo notável a que chamamos visão.

Fonte: Apontamentos da cadeira Física Aplicada II - Óptica Aplicada, do curso TAG - Tomar, 2000. 

Como se transporta a informação visual até ao cérebro? I




A luz entra no olho através de uma parte frontal curva que é recoberta por uma membrana dura e transparente, chamada córnea. A córnea tem um diâmetro aproximado de 12 mm e uma espessura de 0,6mm no seu centro, com um índice de refracção 1) de 1,38. Depois de entrar no olho, na interface ar-córnea, onde o índice de refracção varia bruscamente de 1 para 1,38, a luz sofre um grande desvio. A região atrás da córnea contem um líquido, denominado humor aquoso. Este fluído tem um índice de refracção de 1,336 quase igual ao da água (1,333). Situado no humor aquoso está a íris, um diafragma que dá ao olho a sua cor característica  e que controla a quantidade de luz que entra. A quantidade e a localização dos pigmentos na íris determina  se olho é azul, verde, cinzento, ou castanho. O buraco ajustável ou a abertura da íris através da qual a luz passa, é chamada a pupila. (cont.)

1) Índice de refracção de um meio óptico é a razão entre a velocidade de propagação da luz  no vácuo e a velocidade de propagação no meio óptico.



segunda-feira, 1 de março de 2010

ILUSÃO DE HERING

Apesar de ser muito antiga, esta ilusão não deixa de ser interessante. Trata-se de uma imagem criada pelo alemão Ewald Hering em 1861. Ao olharmos para as linhas horizontais parece que estão curvadas, mas na realidade são rectas. A distorção aparente é produzida pelo padrão das linhas de fundo, que simula um desenho de perspectiva e cria uma falsa impressão de profundidade.